17 de abr de 2012

Nada tendo, mas tudo possuindo

                                        

“Cantem de júbilo e se alegrem os que têm prazer na minha retidão; e digam sempre:

Glorificado seja o Senhor, que se compraz na prosperidade do seu servo”
(Sl 35.27).

No salmo acima Davi nos convida a adorar a Deus em face da sua bondade e propósito (Jr 29.11).

De fato, Deus se compraz, sente prazer, fica alegre com o nosso crescimento.

Prosperidade no conceito bíblico é o mesmo que vida bem-sucedida. No Salmo um, por exemplo, está escrito que se nos desviarmos do conselho (conceitos mundanos) e do caminho (estilo de vida) dos ímpios e nos apegarmos firmemente com Deus e sua santa Palavra seremos: “como ávore plantada junto à corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, cuja folhagem não murcha; e tudo quanto fizer será bem sucedido” (Sl 1.3).
É interessante observarmos a ênfase que o salmista dá quando afirma: “e tudo quanto fizer será bem sucedido”. Tudo é tudo mesmo! No casamento, no ministéio, na vida pessoal, nas finanças, enfim, o que vier para as nossas mãos vai dar certo, teremos sucesso em tudo.

Portanto, esse é o conceito de prosperidade contido nas Escrituras.

Quando Davi diz que Deus “se compraz na prosperidade do seu servo” ele não está dizendo que Deus irá prosperar todos os seus servos, mas, que o Senhor se alegra quando os seus servos prosperam. Éverdade que Deus deseja que todos os seus filhos prosperem, mas não é isso que geralmente ocorre na práica; por que será?

 A resposta é obvia: desobediêcia à palavra de Deus!

A resposta também pode estar no início do texto em estudo, pois, segundo ele, deve prosperar todo crente que “tê prazer na minha retidão” ou como traduz a ARC, na “minha justiça”. Isso nos lembra a seguinte advertêcia de Jesus: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). Buscar a “justiça” de Deus em primeiro lugar é o mesmo que pôr a sua Lei ou vontade antes de tudo e de todos. É cumprir o que Deus ordena em sua Palavra como prioridade de vida. Outra coisa, só se acrescenta algo quando já se tem alguma coisa.
 Em Cristo já temos muitas coisas (Ef 1.3; Rm 8.32), mas Deus ainda quer acrescentar sabedoria, conhecimento e prazer ao servo que lhe agrada, que o ama de verdade (Ec 2.26).

Nem todo crente professo é próspero, por que razão as coisas são assim?
Vejamos o seguinte texto bílico: “Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem”
 (Sl 127.2).
Fica claro aqui, que o crescimento financeiro não depende apenas do trabalho ou esforço pessoal de cada um, mas o que realmente faz a diferença é a bênção de Deus
 (Dt 8.17, 18).

 Não há dúvida que Deus quer abençoar todos os seus filhos, mas nem todos são de fato abençoados desse modo, isso porque grande parte deles são “cabeças duras”, fazem as coisas do seu prório modo, insistem na desobediência aos mandamentos de Deus
 (Dt 28.1-14).

Portanto, como diz o Salmo 127 e verso 2 numa versão moderna:
“O Senhor concede sustento aos seus amados enquanto dormem” (NVI), Deus abençoa o cristão que o ama de verdade. Segundo Jesus, os crentes que amam a Deus são aqueles que obedecem a sua Palavra escrita (Jo 14.23).
Na presente revista vamos trabalhar esses mandamentos ligados à mordomia ou administração do dinheiro. Uma parte do que ganhamos com o nosso trabalho pertence a Deus, à sua obra na terra (Ml 3.7-11).
 Quando reconhecemos esse direito de Deus (Lv 27.30, 32), e contribuímos com fidelidade e generosidade (2Co 9.6-10), então o Senhor abre as janelas dos céus e nos abençoa ricamente (Fp 4.19)

 O que Deus quer da sua vida, no tocante as finanças
, e faça tudo com generosidade, desprendimento, gratidão e voluntariamente (Êx 35.5 e 21), siga o bom exemplo de Abel (Gn 4.3-7), pois, fazendo deste modo você irá pôr em ação,
a seu favor, o princípio espiritual contido na lei da“semeadura e da ceifa”. Por fim, aprenda também a usar com sabedoria, gastar com prudência e economizar ao máximo que puder de tudo aquilo que o Senhor trouxer à suas mãos.