17 de jan de 2012

Chaves para um coração próspero

 

Palavra


Quero compartilhar algumas chaves que podem abrir seus olhos espirituais para ver o dinheiro numa perspectiva completamente nova.

Tenha cuidado pela noiva

Um grande problema na obra de Deus é a falta de revelação. As pessoas sofrem porque não têm entendimento correto das coisas segundo a ótica de Deus. Se desejamos ofertar e dizimar, precisamos fazê-lo também por revelação.
Muita das dificuldades que enfrentamos se dão por não termos revelação de quem é a Igreja. Sua perspectiva de entregar o dízimo muda completamente quando você tem revelação de que a igreja é a noiva do Senhor.
Aquele que obedece será abençoado. Aquele que dá além do que foi pedido será abençoado ainda mais. Mas aquele que se recusa a dar o mínimo sofrerá perda. O Senhor tirará dele e dará àquele que é fiel (Mt 25.29).
O Senhor não mudou. Ele é o mesmo e trabalha para edificar a Sua Igreja. Compreender a importância dela no propósito de Deus é a chave para contribuir com fidelidade.

Saiba o propósito da prosperidade

A promessa da lei era de que a prosperidade viria sobre os obedientes. Sabemos que Jesus cumpriu toda a lei, portanto, Ele também desfrutou da prosperidade como bênção da obediência.
 A antiga aliança prometia prosperidade para aqueles que caminhassem segundo a vontade de Deus (Dt 29.9; Js 1.7;1Rs 2.3; 1Cr 22.13; Jó 36.11; Ne 1.11; Sl 1.1-3).

O propósito de Jesus era cumprir a vontade do Pai (Jo 6.38).
O principal interesse de Deus é salvar os perdidos e ter Sua Igreja, por isso enviou o Filho (Jo 3.16; Lc 19.10; Lc 4.18,19; Mt 9.35).
Podemos desejar a prosperidade que Jesus teve, mas a nossa motivação deve ser a mesma que O movia: a expansão do reino de Deus.
O povo de Deus deve prosperar para cumprir a grande comissão. Podemos esperar pela prosperidade se a buscarmos como um meio para cumprir esse propósito.

Seja equilibrado

Deus deseja que experimentemos uma vida abundante sem necessidade ou carência de coisa alguma. Mas precisamos manter uma mente equilibrada quando falamos de finanças e prosperidade (3Jo 1.2).
Essa é uma área em que muitos extremos têm acontecido. Devemos rejeitá-los em favor da Verdade.
Devemos buscar em primeiro lugar o reino de Deus e não as coisas materiais.
A prosperidade é Chaves para um coração próspero (Is 1.19)
para o serviço do reino e não para o nosso.
 A igreja deve manter o assunto da prosperidade sempre equilibrado com outros ensinos mais importantes das escrituras.
Muitas vezes raciocinamos de forma errada e não conforme a Bíblia. Se pensarmos incorretamente, creremos da mesma forma. Crendo de forma errada, acabamos falando errado e, conseqüentemente, agindo errado.
Certamente não é da vontade de Deus que sejamos pobres.
 Muitos homens de Deus na Bíblia foram prósperos (Gn 13.2; Jó 1.3). Mas nem sempre a riqueza procede de Deus e pode na verdade ser um teste para nós. Moisés foi testado pelas riquezas do Egito (Hb 11.24-26).
Uma das maneiras de Deus nos tratar é por meio do nosso contentamento.
Tendo como se não tivesse, possuindo sem se deixar possuir (Hb 13.5). Todavia, não é errado querer prosperar (Is 1.19).
A verdade é que muitos não prosperam por que não desejam a bênção financeira. Sentem-se acusados por serem abençoados. A questão principal é manter a motivação do coração correta (1Sm 16.7).

O espírito de pobreza, de orgulho e de gratidão

Os extremos que mencionamos anteriormente podem ser percebidos em três espíritos que atuam nas pessoas: o espírito de pobreza, de orgulho e gratidão.

Deus usa coisas para testar o nosso coração e mostrar o que vai em seu interior. A verdade é que Deus usa as nossas coisas e as coisas dos outros também. Em outras palavras, a maneira como reagimos quando outros são abençoados fala também a respeito de nosso coração. Não é difícil chorar com os que choram, mas alegrar-se com a vitória dos outros é um verdadeiro teste.
Deus sempre olha o nosso coração.
 Um coração correto é fundamental para sermos abençoados por Ele. O Senhor não se importa com nossas posses, mas se importa se elas nos possuem.
Todas essas questões indicam se estamos olhando para homens em vez de olhar para Deus como a fonte de nossa provisão. Quando pensamos que os homens são a fonte fatalmente seremos desapontados e isso nos tornará ressentidos e amargos. Quando olhamos para homens desenvolvemos uma de duas atitudes: espírito de orgulho ou de pobreza. Mas quando olhamos para Deus e reconhecemos que tudo o que temos procede dEle desenvolvemos um espírito de gratidão.
O espírito de orgulho quer que as pessoas pensem que elas pagaram mais. O espírito de pobreza quer que pensem que pagaram menos, mas o espírito de gratidão não se importa com o que as pessoas pensam. Se alguém lhe perguntar algo, apenas diga a verdade e seja grato a Deus.

Cuidado com Mamon

Precisamos ser cuidadosos por que Mamon deseja governar. É por isso que Jesus disse que não podemos servir a Deus e a Mamon. O objetivo do diabo é que Mamon possa ocupar o lugar de Deus. Mamon nos promete aquilo que somente Deus pode nos dar: segurança, significado, identidade, independência, poder e liberdade.
Gostaria de expor o significado de cada uma dessas falsas promessas
.
Em primeiro lugar, quem é a sua fonte de segurança?

Aqueles que servem a Mamon se sentem completamente inseguros e desprotegidos se perdem o emprego ou ficam sem dinheiro. Não conseguem simplesmente crer no cuidado de Deus.
A segunda oferta de Mamon é significado. Esses são servos de Mamon: se têm dinheiro, sentem que possuem valor e significado; se o dinheiro se vai, a auto-estima vai junto. Quanto menos dinheiro, menos humor. Esse é o pensamento de Mamon: “Você é o que você tem”.
Não pense que Mamon não está dentro da igreja também. Ele tem dito a muitos que, se eles tivessem mais dinheiro, poderiam realmente ajudar as pessoas. Mas isso é mentira. Jesus nunca disse que a solução dos problemas das pessoas era o dinheiro. Ele não é a solução, Deus é. Deus não precisa de dinheiro para ajudar as pessoas. Quando pensamos que os problemas são resolvidos com mais dinheiro estamos debaixo da escravidão de Mamon.
A terceira coisa que Mamon deseja dar como se fosse Deus é identidade.
Adoramos ter uma posição, status, fama ou poder. Essas coisas todas são de Mamon. Ele diz que, se tivermos o carro certo, o cartão de crédito certo, morar no lugar certo e ser amigo das pessoas certas, seremos felizes e realizados.
Independência é a quarta proposta de Mamon. As pessoas querem ganhar dinheiro para não sentirem que precisam de alguém, assim não ficarão mais ansiosos ou angustiados. Mas a única verdadeira independência é depender do Espírito de Deus.
Mamon oferece também poder. As pessoas sonham com uma posição que lhes confira poder sobre os outros. Jesus entregou ao Pai o reino, o poder e a glória. E por fim, a última proposta mentirosa de Mamon é a liberdade. Quem tem dinheiro pode fazer o que quiser. Mamon é um deus que escraviza, mas se a verdade vos libertar verdadeiramente sereis livres.
Não quero, porém, que você pense que Mamon é o mesmo que dinheiro.
Não são sinônimos. Paulo diz que o problema é o amor ao dinheiro (1Tm 6.10).

 Mamon é esse amor idólatra, em outras palavras é o egoísmo, a ganância e a cobiça.

Por isso não podemos servir a Deus e a Mamon, eles são opostos entre si.
 Mamon diz para tomar, Deus diz para dar.
Mamon é egoísta, Deus é generoso.
Mamon diz para comprar e vender, Deus diz para semear e colher.
Mamon diz para enganar e roubar, Deus diz para dar e então receber.